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Projetos

Metodologia

Começamos pelos objetivos de aprendizagem, não pela lista de compras. E gerimos o projeto com a norma do PMI, para que o que se acorda no início seja o que se entrega no fim.

Porque existe esta página

No dia da inauguração, o seu centro é perfeito. Sem uma metodologia sólida, os problemas só aparecem seis meses depois.

Nesse dia funciona tudo: as salas estão montadas, a equipa posa para a fotografia e ainda ninguém tem uma pergunta difícil. As falhas de um centro de simulação não aparecem na inauguração. Aparecem quando começa a usar-se a sério.

A sala que não se pode gravar porque a rede não foi dimensionada. O simulador que continua na caixa porque ninguém formou o docente. A sala de debriefing que ficou sem espaço quando chegou o mobiliário. Nenhum destes problemas se vê num orçamento, e os três evitam-se antes de assinar seja o que for.

Por isso não vendemos uma lista de equipamentos. Projetamos um centro e gerimo-lo como um projeto: com um âmbito escrito, um calendário com dependências, riscos identificados antes de acontecerem e uma pessoa que responde.

Esse método tem nome — a norma do Project Management Institute — e aplicamo-lo porque um centro de simulação é exatamente o tipo de obra para que foi inventado: vários fornecedores, obra civil, tecnologia, formação e uma data de inauguração que não se mexe.

O valor da consultoria

Enganar-se na consultoria não custa dinheiro

É o único momento do projeto em que mudar de ideias é gratuito. E é exatamente por isso que é aí que se deve pensar.

Na consultoria Custa uma conversa «Esta sala não devia estar aqui.» Apaga-se e desenha-se outra vez.
No projeto Custa uma planta Refazer o traçado de rede, de tomadas e de calhas, e voltar a coordenar quem já tinha sido avisado.
Na obra Custa uma parede Picar, voltar a cablar, mudar uma porta de sítio. E o prazo, que quase nunca se pode mexer porque a inauguração já tem data.
Em utilização Custa o centro A sala que não se usa porque não se pode gravar, ou o cenário que se monta e desmonta de cada vez. Isso já não se resolve: convive-se com ele durante dez anos.

Essa assimetria é o argumento inteiro. Um erro detetado na primeira fase apaga-se; o mesmo erro detetado na última herda-se. O que se paga numa consultoria não são horas de reunião: é o direito a enganar-se enquanto ainda é barato.

E é por isso que não vendemos «um sistema AV». Vender uma categoria de produto obriga a que o diagnóstico acabe sempre na mesma receita. Nós chegamos antes: primeiro o que se ensina, a quem e com que objetivos; depois o que é preciso para o conseguir. Às vezes é um sistema de gestão áudio-vídeo completo e às vezes é meia sala a menos e duas câmaras a mais.

Um atalho que não é atalho

Copiar um centro é copiar também os seus erros

Visitar centros é útil e deve fazer-se. Copiá-los é outra coisa: o que vê resolvido é a resposta a um problema que não é o seu.

O que se vê na visita

  • Oito salas iguais, com a mesma câmara no mesmo sítio.
  • Uma sala de controlo central de onde se vê tudo.
  • Um simulador de gama alta na sala principal.
  • Uma sala de debriefing grande e bem equipada.

O que não se vê

  • Que são iguais porque o orçamento fechou antes de se saber o que se ia ensinar em cada uma.
  • Que o controlo é central porque o edifício não deixava passar cablagem para a outra ala, não porque seja melhor.
  • Que esse simulador foi escolhido por um concurso de compra e é usado numa fração das horas.
  • Que a sala é grande porque sobrou espaço, e que ficaram sem sítio para arrumação.

Quase tudo o que se vê num centro que funciona é uma solução para uma restrição concreta: um pilar, um orçamento, um plano de estudos, uma discussão de há três anos. Copiada para outro sítio, essa solução deixa de resolver seja o que for — e continua a custar o mesmo.

E o que mais facilmente se copia é o erro, porque o erro é precisamente o que ninguém mostra na visita. Nós vimos as duas coisas — em centros que projetámos e em centros a que fomos chamados para corrigir. Essa memória acumulada é a outra metade do que se compra numa consultoria.

Como escolher

Muitos anos a vender simuladores não garantem nada

Nós também já cá andamos há anos, e é por isso que o dizemos: a antiguidade mede há quanto tempo uma empresa está aberta, não quantos centros pôs a funcionar. Ficam três perguntas melhores.

1

Centros como o meu, ou unidades avulso?

Vender mil simuladores a mil compradores diferentes não ensina a projetar um centro. Pergunte por projetos completos, com a sua obra e o seu arranque, não por faturação nem por catálogo.

2

Com que método, e quem responde?

Peça para ver um plano, um registo de riscos e uma ata. Se não existirem, o projeto está a ser gerido de memória — e de memória gere-se bem até ao dia em que alguém adoece.

3

O que acontece no ano dois?

Pergunte a quem os clientes deles ligaram ano e meio depois da inauguração, e o que aconteceu. É a única referência que não se consegue maquilhar numa apresentação.

A consultoria paga-se

E deve querer pagá-la

Não por uma questão comercial. Por duas razões que o protegem a si.

1

O que não se paga não se pode reclamar

Um estudo oferecido não obriga a nada. Se o resultado não servir, não há entregável para rever, nem prazo para incumprir, nem ninguém a quem reclamar: era um favor. Um contrato transforma uma opinião num compromisso.

E no setor público pesa ainda mais: um estudo gratuito de quem depois vai concorrer compromete o concurso e abre a porta a um conflito de interesses. Separar o estudo da compra protege o processo, e protege quem o assina.

2

E passa a responsabilidade a quem responde por ela

Quando o desenho do centro é feito pelo próprio responsável clínico ou docente — com o seu critério, o seu tempo e a sua assinatura —, a falha também é dele. Se a sala ficar pequena ou o sistema não gravar, a pergunta na comissão não vai a um fornecedor: vai a ele.

Contratar o projeto externaliza o processo e a responsabilidade. A si cabem os objetivos de aprendizagem, que é o que ninguém pode pôr no seu lugar. O resto assinamos nós.

O método

Como se ordena um projeto

Quatro fases e uma faixa que as atravessa. É o mesmo percurso que encontra na ficha de qualquer um dos nossos centros.

  1. Consultoria O que se ensina hoje, a quantos alunos e com que objetivos de aprendizagem.

    Ao fechar a fase Âmbito escrito e aceite: o que entra, o que não entra e com que critério se dará por concluído.

  2. Projeto Espaços, fluxos e a infraestrutura de alimentação, comunicações e áudio.

    Ao fechar a fase Plano com marcos e dependências, orçamento por rubricas e o registo de riscos aberto.

  3. Implementação Montagem, arranque e formação da equipa docente.

    Ao fechar a fase Auto de receção por unidade e a formação dada, com o centro a funcionar à vossa frente.

  4. Suporte e manutenção Depois da inauguração, que é quando o centro começa a ser usado.

    Ao fechar a fase Não se fecha: contrato de suporte com assistência remota, corretiva nas vossas instalações e intervenções programadas.

Acompanhamento e controlo Não é uma quinta fase: corre por baixo das quatro, do princípio ao fim.

  • Relatório de progresso com o feito, o pendente e o que se desviou.
  • Controlo de alterações: nada entra nem sai do âmbito sem ficar por escrito.
  • Registo de riscos vivo, revisto em cada marco.
  • Um interlocutor único da nossa parte, da primeira reunião à última.
Riscos

O que corre mal num centro, dito antes de acontecer

Nenhum destes é hipotético. São os que aparecem vezes sem conta, e todos se decidem na fase de projeto.

Risco

A obra atrasa-se

A data de inauguração quase nunca se mexe, e o material chega na mesma. O armazém temporário, o seguro e a ordem de montagem acabam por ser improvisados.

O que fazemos Folgas explícitas no plano e uma ordem de montagem que permite receber sem bloquear a obra.

Risco

A rede não chega

A gravação de várias salas em paralelo é tráfego sustentado, não picos. Se sair pela rede geral do hospital ou da universidade, compete com tudo o resto — e o departamento de sistemas tem as suas próprias regras.

O que fazemos Dimensiona-se na fase de projeto e fala-se com sistemas antes, não no dia da instalação.

Risco

Não há tomadas suficientes

Uma sala de simulação não é uma sala de aula. É preciso alimentar o simulador, o compressor, os monitores, as câmaras, o posto do instrutor e os carregadores de tudo o que vem antes. Planeiam-se como sala de aula e ficam curtas no primeiro dia.

O que fazemos Contam-se por cenário e por posto, não por metro quadrado, e deixam-se reservas.

Risco

O vidro unidirecional não funciona

Um espelho unidirecional só funciona se o lado observado estiver claramente mais iluminado do que o lado do observador. Com luz na sala de controlo, ou com um caso noturno no cenário, deixa de ser espelho e passa a janela: o aluno vê os instrutores.

O que fazemos O vidro é projetado em conjunto com a iluminação das duas salas e com o seu comando, não como um elemento de carpintaria.

Risco

Fios pelo chão e extensões

É o sintoma de que as calhas não foram planeadas. E numa sala onde se corre para atender uma paragem, um fio no chão não é só estética: é uma queda à espera de acontecer e sai em todas as gravações.

O que fazemos Calhas, caixas de pavimento e percursos decidem-se com o mobiliário e o cenário à frente.

Risco

A equipa docente não o usa

É a falha mais cara e a menos visível: não dá aviso nenhum, simplesmente as salas reservam-se pouco. Costuma vir de a formação ter ficado para o fim, ou de ter sido dada a quem não ia lecionar.

O que fazemos A formação faz parte do âmbito e a receção assina-se com o centro a funcionar, não com o material entregue.

A prova

Três centros, o mesmo método

Os números são os de cada projeto, não exemplos.

Ver todos os projetos →
Melhoria de um centro existente

CISARC · Universidad de Manresa

1.000 m² de simulação
8 unidades simultâneas
120 alunos em simultâneo
+50 cenários distintos
Centro novo

Hospital da Luz Lisboa · Learning Health

1.300 m² dedicados
11 salas avançadas
4 salas de debriefing
Hospital simulado universitário

Universidad Europea de Madrid

800 m² de hospital simulado
4 salas de alta fidelidade
36 postos de competências
12 cursos utilizam-no

Diga-nos o que quer ensinar

Diga-nos o que ensina, a quantos alunos e com que objetivos, e acompanhamo-lo desde o estudo até ao arranque. A primeira conversa não compromete a nada.

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